O corvo e a raposa

Por Christiane Angelotti
(adaptação da fábula de Esopo)

Um corvo pousou em uma árvore, com um bom pedaço de queijo no bico.

Atraída pelo cheiro do queijo, aproximou-se da árvore uma raposa. Com muita vontade de comer aquele queijo, e sem condições de subir na árvore, afinal, não tinha asas, a raposa resolveu usar sua inteligência em benefício próprio.


— Bom dia amigo Corvo! – disse matreira a raposa.


O corvo olhou-a e fez uma saudação balançando a cabeça.



— Ouvi falar que o rouxinol tem o canto mais belo de toda a floresta. Mas eu aposto que você, meu amigo, acaso cantasse, o faria melhor que qualquer outro animal.


Sentindo-se desafiado e querendo provar seu valor, o corvo abriu o bico para cantar. Foi quando o queijo caiu-lhe da boca e foi direto ao chão.


A raposa apanhou o queijo e agradeceu ao corvo:


— Da próxima vez, amigo, desconfie das bajulações!


Moral da história: desconfie dos bajuladores, esses sempre se aproveitam da situação para tirar vantagem de você.


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