Cantigas

Cantigas de roda

Christiane Angelotti

A música sempre esteve presente na história da humanidade. Para quem estuda a história da música há relatos muito antigos da presença delas em festas e comemorações. E há muito tempo os estudiosos analisam o efeito da música no organismo do ser humano. A música pode acalmar, aguçar a criatividade, estimular sentidos, entre outros benefícios. A música é considerada por estudiosos e educadores um dos melhores meios de expressão e socialização do ser humano.

As cantigas de roda, também chamadas de cirandas, são canções populares, pertencentes ao folclore de um povo e são associadas a brincadeiras, em geral, de roda.

As letras dessas cantigas são de fácil compreensão, memorização, cheias de rimas, repetições, pequenas histórias, trocadilhos, o que faz da canção, por si, uma brincadeira.

A brincadeira de roda consiste em formar um grupo com várias crianças, que de mãos dadas, cantam uma cantiga e executam coreografias relacionadas à mesma. O cantar de mãos dadas, músicas com melodias próprias, rimas e coreografias propicia à criança vivenciar a cultura local, interagindo e desenvolvendo também o aspecto social.

As cantigas de roda estão em constante modificação, a cada geração elas costumam apresentar elementos novos adaptando-se à realidade da época.



“O folclore inclui nos objetos e fórmulas populares uma quarta dimensão sensível ao seu ambiente, porém não há como identificar os compositores das cantigas de roda, já que elas não têm sua autoria identificada e são continuamente modificadas, adaptando-se à realidade do grupo de pessoas que as cantam. Contudo, é preciso notar que em vários pontos do País, as crianças já se apropriaram de toadas locais para as suas rodas, cantando-as, porém, com um caráter próprio.” (CASCUDO, 2001, p. 240).

O Folclore brasileiro sofreu forte influência europeia, mais especificamente de Portugal e Espanha.

Bibliografia

CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário do folclore brasileiro. 10° edição. São Paulo: Editora Global, 2001.

Imagem:
Benson Garden Sculpture Park, localizado em Loveland, no Colorado (Estados Unidos) é uma galeria de esculturas ao ar livre, com mais de 200 peças de renomados artistas do mundo inteiro.

Todas as cantigas de a seguir são parte do nosso folclore e de Domínio Público.


Makoto Muramatsu

Cachorrinho está latindo

Lá no fundo do quintal. 

Cala a boca, cachorrinho, 
Deixa o meu benzinho entrar. 
Ô esquindô lê, lê! 
Ô esquindô lê, lê, lá, lá! 
Ô esquindô lê, lê! 
Não sou eu que caio lá! 
Cachorrinho está latindo
Lá no fundo do quintal. 
Cala a boca, cachorrinho, 
Deixa o meu benzinho entrar. 

Brincadeira:


Quem está no centro da roda pula num pé só. O resto bate palmas, desenvolvendo o ritmo.


PARTICIPANTES: No mínimo três.


ORGANIZAÇÃO: Em roda com uma criança no centro. 


COMO BRINCAR: A turma gira e canta. No verso “Ô esquindô lê, lê!”, as crianças batem palmas. A do centro escolhe um colega. Os dois cantam essa parte pulando ora com um pé, ora com outro. A criança do centro cede o seu lugar para a escolhida da roda e todos recomeçam.


Peixinhos Do Mar

Quem te ensinou a nadar
quem te ensinou a nadar

foi, foi marinheiro
foi os peixinhos do mar

foi, foi marinheiro
foi os peixinhos do mar

êi nós, que viemos de
outras terras, de outro mar

êi nós, que viemos de
outras terras, de outro mar

temos pólvora, chumbo e bala
nós queremos é guerrear

temos pólvora, chumbo e bala
nós queremos é guerrear

quem te ensinou a nadar
quem te ensinou a nadar

foi, foi marinheiro
foi os peixinhos do mar

foi, foi marinheiro
foi os peixinhos do mar

Alecrim
Alecrim alecrim dourado
que nasceu no campo sem ser semeado

foi meu amor
que me disse assim
que a flor do campo
é o alecrim.






Meu limão meu limoeiro
Compositor: José Carlos Burle

Meu limão, meu limoeiro
Meu pé de jacarandá
Uma vez, tindolelê
Outra vez, tindolalá.


Pai Francisco
Pai Francisco entrou na roda
Tocando seu violão.
Bi-rim-bão bão bão, Bi-rim-bão bão bão,
Vem de lá seu delegado
E Pai Francisco foi pra prisão.
Como ele vem todo requebrado
Parece um boneco desengonçado.




O Trem Maluco

O trem maluco
quando sai de Pernanbuco
vai fazendo chique chique
até chegar no Ceará

rebola bola
você diz que dá que dá
você diz que dá na bola
na bola você não dá

rebola o pai
rebola a mãe
rebola a filha
eu também sou da família
também quero rebolar

 A machadinha

Brincadeira: Faz uma roda com uma criança no centro.

As da roda cantam: 

Rá, rá, ra }
Minha machadinha } bis
Quem te roubou }
Sabendo que és minha? } bis
Eu também sou tua } bis Passa a machadinha } Para o meio da rua } bis Aqui a menina sai do centro da roda e canta sozinha: No meio da roda } Não hei de ficar } bis A roda responde: Passa a machadinha } Escolhei teu par } bis Então a machadinha escolhe uma das meninas para ser a machadinha seguinte. Abraça a escolhida e volteiam ambas.

A galinha do vizinho (parlenda)


A galinha do vizinho
Bota ovo amarelinho. 
Bota um, bota dois, bota três, 
Bota quatro, bota cinco, bota seis, 
Bota sete, bota oito, bota nove, 
Bota dez! 

Brincadeira:
Com ela, a turminha vai aprender a contar.

PARTICIPANTES: No mínimo dois. 
ORGANIZAÇÃO Em roda. 
COMO BRINCAR As crianças cantam a música e ao chegar ao número dez dão um pulo e se agacham.

A velha a fiar


Estava a velha em seu lugar
Veio a mosca lhe fazer mal
A mosca na velha, a velha a fiar

Estava a mosca em seu lugar
Veio a aranha lhe fazer mal
A aranha na mosca
A mosca na velha, a velha a fiar

Estava a aranha em seu lugar
Veio o rato lhe fazer mal
O rato na aranha
A aranha na mosca
A mosca na velha, a velha a fiar

Estava o rato em seu lugar
Veio o gato lhe fazer mal
O gato no rato
O rato na aranha
A aranha na mosca
A mosca na velha, a velha a fiar

Estava o gato em seu lugar
Veio o cachorro lhe fazer mal
O cachorro no gato
O gato no rato
O rato na aranha
A aranha na mosca
A mosca na velha, a velha a fiar

Estava o cachorro em seu lugar
Veio o pau lhe fazer mal
O pau no cachorro
O cachorro no gato
O gato no rato
O rato na aranha
A aranha na mosca
A mosca na velha, a velha a fiar

Estava o pau em seu lugar
Veio o fogo lhe fazer mal
O fogo no pau
O pau no cachorro
O cachorro no gato
O gato no rato
O rato na aranha
A aranha na mosca
A mosca na velha, a velha a fiar

Estava o fogo em seu lugar
Veio a água lhe fazer mal
A água no fogo
O fogo no pau
O pau no cachorro
O cachorro no gato
O gato no rato
O rato na aranha
A aranha na mosca
A mosca na velha, a velha a fiar

Estava a água em seu lugar
Veio o boi lhe fazer mal
O boi na água
A água no fogo
O fogo no pau
O pau no cachorro
O cachorro no gato
O gato no rato
O rato na aranha
A aranha na mosca
A mosca na velha, a velha a fiar

Estava o boi em seu lugar
Veio o homem lhe fazer mal
O homem no boi
O boi na água
A água no fogo
O fogo no pau
O pau no cachorro
O cachorro no gato
O gato no rato
O rato na aranha
A aranha na mosca
A mosca na velha, a velha a fiar

Ai, eu entrei na roda
Foto cantigasderoda

Ai, eu entrei na roda
Ai, eu não sei como se dança
Ai, eu entrei na contradança
Ai, eu não sei dançar
Sete e sete são quatorze, com mais sete, vinte e um
Tenho sete namorados só posso casar com um
Namorei um garotinho do colégio militar
O diabo do garoto, só queria me beijar

Barata


Eu vi uma barata
Na careca do vovô
Assim que ela me viu
Bateu asas e voou.


Seu Joaquim quim quim
De perna torta ta ta
Dançando a valsa sa sa
Com a Maricota ta ta.

Bela pastora

Lá no alto daquela montanha
Avistei uma bela pastora
Que dizia na sua linguagem
Que queria se casar. 
Bela pastora, entrai na roda
Para ver como se dança:
Uma volta, meia volta,
Abraçai o "seu" amor.





Formação em roda:
Uma criança fora – Bela Pastora – e as outras de mãos dadas.

Maneira de Brincar:
A roda gira, cantando. No início da segunda quadra, a "Bela Pastora" entra na roda e no final abraça uma companheira que irá substituí-la.

Boi da cara preta


Boi, boi, boi
Boi da cara preta
Pega essa criança 
Que tem medo de careta.



Borboletinha


Borboletinha
Tá na cozinha
Fazendo chocolate
Para a vizinha
Poti, poti
Perna de pau
Olho de vidro
Nariz de pica pau




Serra, serra, serrador


Serra, serra serrador
Quantas tábuas você serrou?
Uma, duas, três!

Como brincar:

Para brincar de serrador, duas crianças ficam sentadas frente a frente e de mãos dadas. Depois, balançam os braços indo e vindo, enquanto cantam, seguindo o ritmo da música.

Ou adulto e criança pequena/bebê: Sentado, o adulto deverá colocar o bebê sentado em seu colo de frente para si. Segurando as mãos do bebê começa um movimento de vai e vem (suave e cadenciado) com o bebê ao ritmo da cantiga "Serra, serra, serrador". Por exemplo, na letra da versão 1, ao chegar no "três", o bebê fica deitado com a cabeça virada para trás. Importante não fazer movimento brusco nesse momento.


Borboleta

Borboleta pequenina
Saia fora do rosal
Venha ver quanta alegria,
Que é noite de Natal.

Eu sou uma borboleta,
Pequenina e feiticeira,
Ando no meio das flores,
Procurando quem me queira.

Borboleta pequenina,
Venha para o meu cordão,
Venha cantar o hino,
Que hoje é noite de Natal.



Sabiá

Sabiá lá na gaiola
Fez um buraquinho
Voou,voou, voou
E a menina que gostava
Tanto do bichinho
Chorou, chorou, chorou (bis)

A menina chama chorando
Sabia estou te esperando
Sabiá responde de lá

Não chores que eu vou voltar
Sabiá lá na gaiola
Fez um buraquinho
Voou,voou, voou
E a menina que gostava
Tanto do bichinho
Chorou, chorou, chorou (bis)

Sabiá fugiu pro terreiro
Foi cantar lá no abacateiro
E a menina pôs-se a chorar

Vem cá, sabiá, vem cá.


A Janelinha


A janelinha fecha
Quando está chovendo
A janelinha abre
Se o sol está aparecendo

Fechou, abriu
Fechou, abriu, fechou.

O guarda-chuva abre 
Quando está chovendo

O guarda-chuva fecha
Se o sol está aparecendo

Abriu, fechou
Abriu, fechou, abriu.



Cabeça, ombro, perna e pé

Cabeça, ombro, perna e pé
Perna e pé
Cabeça, ombro, perna e pé
Perna e pé
Olhos, orelhas, boca e nariz
Cabeça, ombro, perna e pé
Perna e pé



Casinha

Fui morar numa casinha nhá nhá
Infestada da da de cupim pim pim
Saiu de lá lá lá uma lagartixa xá
Olhou pra mim olhou pra mim e fez assim
Hum Hum
Fui morar numa casinha nhá nhá
Enfeitada da da de florzinha nha nha
Saiu de lá lá lá uma princesinha nhá nhá
Olhou pra mim olhou pra mim e fez assim
Smack Smack
Fui morar numa casinha nhá nhá
Infestada da da de morceguinho nho nho
Saiu de lá lá lá uma bruxinha nhá nhá
Olhou pra mim olhou pra mim e fez assim
Ha Ha Ha

Boneca de Lata

Minha boneca de lata
Bateu a cabeça no chão
Levou mais de uma hora
Pra fazer a arrumação

Desamassa aqui
Pra ficar boa

Minha boneca de lata
Bateu o o nariz no chão
Levou umas duas horas
Pra fazer a arrumação

Desamassa aqui
Desamassa ali
Pra ficar boa

Minha boneca de lata
Bateu a barriga no chão
Levou umas três horas
Pra fazer a arrumação

Desamassa aqui
Desamassa ali
Desamassa aqui
Pra ficar boa

Minha boneca de lata
Bateu o bumbum no chão
Levou umas quatro horas
Pra fazer a arrumação

Desamassa aqui
Desamassa ali
Desamassa aqui
Desamassa ali
Pra ficar boa

Minha boneca de lata
Bateu o joelho no chão
Levou umas cinco horas
Pra fazer a arrumação

Desamassa aqui
Desamassa ali
Desamassa aqui
Desamassa ali
Desamassa aqui
Pra ficar boa

Minha boneca de lata
Bateu o pé no chão
Levou umas seis horas
Pra fazer a arrumação

Desamassa aqui
Desamassa ali
Desamassa aqui
Desamassa ali
Desamassa aqui
Desamassa ali
Pra ficar boa

Indiozinhos

Um, dois, três indiozinhos
Quatro, cinco, seis indiozinhos
Sete, oito, nove indiozinhos
Dez no pequeno bote

Iam navegando pelo rio abaixo
Quando um jacaré se aproximou
E o pequeno bote dos indiozinhos
Quase, quase virou
Mas não virou

Um, dois, três indiozinhos
Quatro, cinco, seis indiozinhos
Sete, oito, nove indiozinhos
Dez no pequeno bote

Iam navegando pelo rio abaixo
Quando um jacaré se aproximou
E o pequeno bote dos indiozinhos
Quase, quase virou

Atirei o pau no gato

Atirei o pau no gato tô tô
Mas o gato tô tô
Não morreu reu reu
Dona Chica cá
Admirou-se se
Do berro, do berro que o gato deu:
Miau!



Não atire o pau no gato

Não atire o pau no gato tô tô
Porque isso so so
Não se faz faz faz
O gatinho nho
É nosso amigo go
Não devemos maltratar os animais
Miau!






Terezinha de Jesus



Terezinha de Jesus
De uma queda foi ao chão
Acudiram três cavalheiros
Todos três, com chapéu na mão.
O primeiro foi seu pai
O segundo, seu irmão
O terceiro foi aquele
A quem Tereza deu  a mão.
Da laranja quero um gomo
Do limão quero um pedaço
Da morena mais bonita
Quero um beijo e um abraço.

Senhora Dona Sancha

Senhora dona Sancha,
Coberta de ouro e prata,
Descubra seu rosto,
Queremos ver sua cara.
Que anjos são esses,
Que andam rodeando
De noite e de dia,
Padre-Nosso, Ave-Maria!
Somos filhos de um rei,
E netos do visconde
E o “seu” rei mandou dizer
Para todos se esconder!


Brincadeira:
PARTICIPANTES: No mínimo quatro.
ORGANIZAÇÃO: Em roda, com uma criança no centro.
COMO BRINCAR: A roda canta a primeira quadra. De olhos vendados, quem está no centro canta a segunda. As crianças cantam a última, param e trocam de lugar.
A criança de olhos vendados é a Dona Sancha. Ela deverá tocar um colega e tentar reconhecê-lo. Se acertar, vai para o seu lugar. Se não, a brincadeira recomeça.

Seu Lobo



Vamos passear no bosque
Enquanto seu lobo não vem
Seu lobo está em casa?
Tá...
O que está fazendo?
Estou acordando...
Vamos passear no bosque
Enquanto seu lobo não vem
Seu lobo está em casa?
Tá...
O que está fazendo?
Estou escovando os dentes...
Vamos passear no bosque
Enquanto seu lobo não vem
Seu lobo está em casa?
Tá...
O que está fazendo?
Estou tomando banho...
Vamos passear no bosque
Enquanto seu lobo não vem
Seu lobo está em casa?
Tá...
O que está fazendo?
Estou botando a roupa...
Vamos passear no bosque
Enquanto seu lobo não vem
Seu lobo está em casa?
Tá...
O que está fazendo?
Estou colocando os sapatos
Vamos passear no bosque
Enquanto seu lobo não vem
Seu lobo está em casa?
Tá...
O que está fazendo?
Estou vestindo o casaco...
Vamos passear no bosque
Enquanto seu lobo não em
Seu lobo está em casa?
Tá...
O que está fazendo?
Estou botando a gravata.
Vamos passear no bosque
Enquanto seu lobo não vem
Seu lobo está em casa?
Tá...
O que está fazendo?
Estou penteando o cabelo.
Vamos passear no bosque
Enquanto seu lobo não vem
Seu lobo está em casa?
Tá...
O que está fazendo?
Está abrindo a porta...

COMO BRINCAR: Neste momento, ao final da cantiga, as crianças saem correndo e a criança que faz o lobo corre atrás, até pegar uma, que será o lobo na vez seguinte.

Sapo Cururu



Sapo Cururu
Da beira do rio
Quando o sapo grita, ó Maninha
É porque tem frio.
A mulher do sapo
Deve estar lá dentro
Fazendo rendinha, ó Maninha

Pro seu casamento.

A barata mentirosa

A barata diz que tem
Sete saias de filó.
É mentira da barata
Ela tem é uma só
Ah! Ah! Ah!
Oh! Oh! Oh!
Ela tem é uma só (bis)

A barata diz quem tem
Sete saias de balão.
É mentira da barata
Não tem dinheiro sem pro sabão.
Ah! Ah! Ah!
Oh! Oh! Oh!
Ela tem não tem dinheiro nem por sabão (bis)
A barata diz que tem
Um sapato de fivela.
É mentira da barata
O sapato é da mãe dela
Ah! Ah! Ah!
Oh! Oh! Oh!
O sapato é da mãe dela (bis)

A canoa virou

A canoa virou
Pois deixaram ela virar
Foi por causa de [fulana]
Que não soube remar.
Se eu fosse um peixinho
E soubesse nadar
Eu tirava [fulana]
Do fundo do mar.
Siri pra cá
Siri pra lá
[fulana] é bela
E quer casar.

A barca virou
A barca virou,
No fundo do mar,
Porque a (nome da pessoa)
Não soube remar.
Adeus (nome da pessoa)!
Adeus, Maranhão!
Adeus, (nome da pessoa)!
Do meu coração!


Essa cantiga é uma variação de “A Canoa Virou” e pode ser usada em brincadeira de roda. 

Para usar em brincadeira de roda: 
As crianças de mãos dadas formam uma roda e giram cantando. A criança cujo nome foi mencionado nas quadras sai da roda. 


Repetem-se as quadras, citando-se o nome de cada criança que estava à esquerda daquela que saiu. Prossegue a brincadeira até que a roda acabe.



A Cobra não tem pé

A cobra não tem pé, a cobra não tem mão.
Como é que ela sobe no pezinho de limão?

A cobra vai subindo, 
Vai, vai, vai.
Vai se enrolando,
Vai, vai, vai

A cobra não tem pé, a cobra não tem mão.
Como é que ela desce do pezinho de limão?

A cobra vai descendo, vai, vai, vai
Vai desenrolando, vai, vai, vai.

Peixe vivo

Como pode um peixe vivo
Viver fora da água fria
Como poderei viver
Como poderei viver
Sem a tua, sem a tua,
Sem a tua companhia (bis)


Os pastores dessa aldeia 
fazem prece noite e dia
Como poderei viver
Como poderei viver
Sem a tua, sem tua,
Sem a tua companhia? (bis)

Marcha soldado



Marcha soldado
Cabeça de papel
Quem não marchar direito
Vai preso pro quartel!

O quartel pegou fogo
Francisco deu sinal.
Acode, acode, acode a bandeira nacional!

Um elefante incomoda muita gente


Um elefante incomoda muita gente.
Dois elefantes incomodam, incomodam muito mais.
Dois elefantes incomodam muita gente.
Três elefantes incomodam, incomodam, incomodam muito mais.
Três elefantes incomodam muita gente.
Quatro elefantes incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, muito mais.
Quatro elefantes incomodam muita gente.
Cinco elefantes incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, muito mais.
Cinco elefantes incomodam muita gente.
Seis elefantes incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, muito mais.
Seis elefantes incomodam muita gente.
Sete elefantes incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam muito mais.
Sete elefantes incomodam muita gente.
Oito elefantes incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam muito mais.
Oito elefantes incomodam muita gente.
Nove elefantes incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam muito mais.
Nove elefantes incomodam muita gente.
Dez elefantes incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, incomodam muito mais.

Fui à Espanha

Fui à Espanha
Buscar o meu chapéu,
Azul e branco
Da cor daquele céu.

Ora, palma, palma, palma!
Ora, pé, pé, pé!
Ora, roda, roda, roda!
Caranguejo peixe é!

Caranguejo não é peixe,
Caranguejo peixe é
Caranguejo só é peixe
Lá no fundo da maré.


Se Essa Rua Fosse Minha

Se essa rua
Se essa rua fosse minha
Eu mandava
Eu mandava ladrilhar
Com pedrinhas
Com pedrinhas de brilhante
Para o meu
Para o meu amor passar

Nessa rua
Nessa rua tem um bosque
Que se chama
Que se chama solidão
Dentro dele
Dentro dele mora um anjo
Que roubou
Que roubou meu coração

Se eu roubei
Se eu roubei teu coração
Tu roubaste
Tu roubaste o meu também
Se eu roubei
Se eu roubei teu coração
É porque
É porque te quero bem

Samba Lelê

Samba Lelê tá doente
Tá com a cabeça quebrada
Samba Lelê precisava
É de umas boas palmadas

Samba, samba, Samba ô Lelê
samba, samba, samba ô Lalá
Samba, samba, Samba ô Lelê
Pisa na barra da saia ô Lalá

Samba Lelê tá doente
Tá com a cabeça quebrada
Samba Lelê precisava
É de umas boas palmadas

Samba, samba, Samba ô Lelê
samba, samba, samba ô Lalá
Samba, samba, Samba ô Lelê
Pisa na barra da saia ô Lalá

Oh! Morena bonita
Onde é que você mora?
Moro na rua da praia
Digo adeus e vou embora.
Samba, samba, Samba ô Lelê
Pisa na barra da saia ô Lalá

Sai Piaba

Sai, sai, sai, ô piaba
Saia da lagoa
Põe a mão na cabeça
Outra na cintura
Dá um remelexo no corpo
E passa a vez pro outro.


COMO BRINCAR: Uma pessoa fica no meio da roda, enquanto as outras cantam e ela tem que fazer o que a música manda. Quando a música acaba, a criança do meio da roda escolhe outra para tomar seu lugar.

A linda rosa juvenil

Juvenil, juvenil
A linda rosa juvenil
Juvenil
Vivia alegre no seu lar
No seu lar, no seu lar
Vivia alegre no seu lar
No seu lar
Mas uma feiticeira má
Muito má, muito má
Mas uma feiticeira má
Muito má
Adormeceu a rosa aqui
Bem aqui, bem aqui
Adormeceu a rosa aqui
Bem aqui
E o tempo passou a correr
A correr, a correr
E o tempo passou a correr
A correr
E o mato cresceu ao redor
Ao redor, ao redor
E o mato cresceu ao redor
Ao redor
E veio um dia um lindo rei
Lindo rei, lindo rei
E veio um dia um lindo rei
Lindo rei
Que despertou a rosa assim
Bem assim, bem assim
Que despertou a rosa assim
Bem assim
E batam palmas para o rei
Para o rei, para o rei
E batam palmas para o rei
Para o rei.


COMO BRINCAR: O grupo forma uma roda e, enquanto gira e bate palmas, canta a música. Uma criança é a rosa, outra é a feiticeira, e uma terceira, o rei. Elas encenam a música no centro da roda.

O meu chapéu

O meu chapéu tem três pontas
Tem três pontas o meu chapéu
Se não tivesse três pontas
Não seria o meu chapéu




Pirulito

Pirulito que bate bate
Pirulito que já bateu
Quem gosta de mim é ela
Quem gosta dela sou eu

Pirulito que bate bate
Pirulito que já bateu
A menina que eu gostava
Não gostava como eu


Pintor de Jundiaí

Tim, tim, tim
Quem bate aí? 
Sou eu minha senhora
O pintor de Jundiaí
Pode entrar e se sentar
Conforme as pinturas
Nós iremos conversar

Lá em cima
Quero tudo bem pintado
Só para as mocinhas
Do sapato envernizado

Lá embaixo
Quero um pé de bananeira
Só para alegrar o coração
Da cozinheira

No portão
Quero sete cachorrões
Só para assustar
A cara feira dos ladrões

Tim, tim, tim
Já deu seis horas
Adeus, minha senhora
O pintor já vai embora.

O sapo não lava o pé
O sapo não lava o pé
Não lava porque não quer
Ele mora lá na lagoa
Não lava o pé porque não quer

O sapo não lava o pé

Não lava porque não quer
Ele mora lá na lagoa
Não lava o pé porque não quer
Mas que chulé!

A sapa na lava a pá
Na lava parca na cá
Ala mara lá na lagaa
Na lava a pá parca na cá
Mas cá chalá!

E sepe ne leve e pe
Ne leve perque ne que
Ele mere le ne leguee
Ne leve e pe perque ne que
Mes que chele!

I sipi ni livi i pi
Ni livi pirqui ni qui
Ili miri li ni liguii
Ni livi i pi pirqui ni qui
Mis qui chili!

O sopo no lovo o po
No lovo porco no co
Olo moro lo no logoo
No lovo o po porco no co
Mos co cholo!

U supu nu luvu u pu
Nu luvu purcu nu cu
Ulu muru lu nu luguu
Nu luvu u pu purcu nu cu
Mus cu chulu!