sábado, 10 de março de 2018

Fake news, questionar é preciso

Por Christiane Angelotti

Fake news: Notícias falsas com alta capacidade de viralização.

Atualmente, as fake news são as grandes vilãs das redes sociais. Muitas pessoas não conseguem identificar informações errôneas, feitas na maioria das vezes de modo proposital com uma finalidade específica (por exemplo, no campo político).

Na minha experiência pessoal, tudo, absolutamente tudo, eu questiono e vou pesquisar. Isso é uma característica muitas vezes boa, mas que já me gerou muito sofrimento, desavenças, porque saio da minha zona de conforto e acabo mexendo com o "conforto" dos outros também. Hoje acho que lido bem com a questão e faço dela um combustível profissional.
Antes de compartilhar algo no WhatsApp ou no Facebook, pesquise sobre os assuntos e veja se aquelas informações são verdadeiras.
Na área da Educação, na qual atuo, as denominadas fake news podem ser trabalhadas para ajudar a desenvolver o senso crítico nos alunos. Vemos uma notícia e nos questionamos, nos perguntamos, identificamos a falta de lógica nela e damos início à pesquisa de forma coletiva. É uma desconstrução do discurso unilateral no qual o professor passa o conteúdo como verdade absoluta. Então, o aluno é instigado a pensar, refletir, decidir e todos aprendem o tempo inteiro. A investigação, a curiosidade e o questionamento são os propulsores fundamentais para a aprendizagem.

As fake news vêm causando grandes danos, contudo, se estimularmos as pessoas a se perguntarem sempre sobre a validade das informações que leem, contribuiremos para uma sociedade mais esclarecida e apta a tomar decisões.