domingo, 2 de abril de 2017

Para gostar de ler


Por Christiane Angelotti

Não é de hoje a preocupação em incentivar a leitura tanto para as crianças como para os adultos. Os benefícios da leitura são muitos e já comprovados em inúmeras pesquisas. Pessoas que leem, falam e escrevem melhor. Por consequência, se expressam melhor. Como incentivar uma criança a ler, como criar o hábito da leitura são temas de diversos debates e estudos, sendo uma de nossas grandes questões o estímulo ao prazer da leitura.

Hábitos e comportamentos se mantêm quando gostamos de fazer algo. Claro que cada pessoa funciona de um jeito. Existem aquelas que, por curiosidade, por algum instinto, são atraídas pelos livros, pelas histórias, mesmo tendo todo um ambiente desfavorável. Mas a grande maioria não funciona assim.

A escola acabou ficando responsável por fazer sozinha o trabalho de incentivar a leitura. Porém, cabe à família, principalmente, esse papel. Ler deveria ser parte de educar. Afinal, ler transforma vidas. A leitura sendo compartilhada como algo divertido, como um presente e um hábito de toda a sociedade, não teria nenhuma dificuldade em se tornar parte da vida das crianças e jovens. Até porque a criança segue exemplos.

O que fascina e atrai alguém para a leitura é uma boa história. Uma boa história é aquela que nos deixa fazer parte dela. Habitamos nela enquanto a lemos. Há livros de literatura e livros de cunho mais comercial.
Por falar em literatura, ela é o que nos faz sonhar, viajar por meio da imaginação, aprender a lidar com as emoções e os sentimentos. Ao ler um livro, se você experimentar a sensação de ter se transportado para outro mundo, para determinada cena, época ou situação... Isto é literatura!

Em um país como o Brasil, onde as taxas de analfabetismo são altas e o analfabetismo funcional é algo a ser muito considerado, há de se pensar e agir cada vez mais em formas para atrair as pessoas para o mundo dos livros. Por isso, a importância de movimentos como saraus, rodas de contação de histórias, oficinas de leitura, de poesia. Tudo o que puder aproximar as pessoas dos livros são ações de suma importância e deveriam ser prioridades para os governos. Aliás, por que será que não são? Se a leitura nos leva à reflexão, a formar um pensamento crítico e, consequentemente, às mudanças?

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