domingo, 19 de fevereiro de 2017

Para ver, ler e pesquisar sobre a infância — Dicas #6

Por dentro da Floresta Sem Fim

Uma aula divertida com aplicativo sobre animais ameaçados de extinção. É isso que a Faber-Castell oferece em seu novo aplicativo desenvolvido para a sua linha Ecolápis. Reunindo conteúdo educativo sobre preservação ambiental e a tecnologia de realidade aumentada, a criança pode explorar seus conhecimentos e aprender mais sobre vários animais ameaçados de extinção da fauna brasileira, como suas principais características, meio ambiente em que vivem, além de classificá-los. O aplicativo proporciona também que se tire foto com o animal escolhido. 


TED

O inglês Ken Robinson é o responsável pela palestra mais assistida da história do TED (sobre como as escolas matam a criatividade). Ken Robinson defende o investimento em um sistema educacional que estimule a criatividade no lugar de enfraquecê-la.

"Não aumentamos a criatividade, nós a diminuímos. Ou melhor, somos incentivados a abandoná-la", diz.

O processo de escolarização atual induz as crianças a serem menos criativas e mais condescendentes. Elas são levadas a pensar menos, então também criarão menos, e provavelmente serão adultos mais passivos, conformados, submissos, com menor capacidade de inovação e adaptação ao futuro. Com medo do errarem as crianças se sentem coibidas a tentarem e isso para o desenvolvimento da criatividade é uma das maiores fontes de inibição.

Vale a pena assistir Mr Robinson  no TED!  


Animações que falam de crianças e guerra

Algumas histórias jamais deveriam acontecer com crianças, mas acontecem.

O Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) produziu três animações que contam a história de diferentes crianças afetadas pela guerra. São crianças refugiadas.

A série intitulada Contos que Não São de Fadas é parte de uma campanha que busca incentivar as pessoas a praticarem um ato de humanidade a crianças e jovens refugiados e migrantes, ajudando, assim, a mudar suas vidas e a recomeçarem uma nova história.

Em Ivine e seu travesseiro, uma menina síria de 14 anos conta sobre sua fuga perigosa do país e sobre como sentiu medo, fome, cansaço e teve pesadelos durante todo o tempo.



Malak e o Barco conta a história de uma menina de sete anos em um barco furado. Além do frio e do medo relatados, a garota conta que perdeu todos os amigos e ficou sozinha.


Mustafa mostra as dúvidas que surgem na cabeça de um garoto logo após deixar a sua casa: quem serão os seus amigos?


Lápis, papel e sonhos

Há mais de 60 milhões de refugiados em todo o mundo, muitos deles buscam refúgio em terras estrangeiras. Os números divulgados pelas Nações Unidas através do Relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) são alarmantes e entre esses milhões estão crianças. Foi pensando nelas que o brasileiro André Naddeo lançou o Drawfugees. Nele, o jornalista, que vem trabalhando como voluntário em um campo de refugiados na Grécia, oferece um dos maiores presentes para as crianças que fogem da guerra: papel e lápis de cor. E assim as crianças libertam seus sonhos com muita criatividade e compartilham com o mundo seus desejos e memórias, os quais são postados nas páginas do projeto.

Drawfugees é um projeto que dá voz a essas crianças que vivem situações por muitos inimagináveis, muitas vezes longe da família, lidando com perdas, guerra, mortes.

Sabe aquele momento em que imagens valem mais que muitas palavras? Ver os sonhos das crianças desenhados no papel nos dá aquela sensação de que não podemos ficar indiferentes; é um problema de todos nós, somos também responsáveis por elas.

Ahmad, 12, Síria – Eu estou sozinho aqui. Toda a minha família ainda está lá, tentando sobreviver. Este desenho representa meu pai, minha mãe e meu irmão. E todo o meu país. Às vezes eu fecho os olhos e me sinto em casa. Eu sinto tanta falta deles.