segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Trava-língua

Por Christiane Angelotti

Trava-língua é uma modalidade de Parlenda e faz parte da cultura popular. É considerado um “jogo de palavras”, uma brincadeira com os sons, às vezes rimada, obedecendo a um ritmo que a própria metrificação lhe empresta.

Antigamente, principalmente nas cidades do interior, as famílias costumavam brincar com seus filhos ensinando-lhes parlendas e trava-línguas.

O importante no trava-língua é que ele deve ser repetido de cor, várias vezes seguidas e tão depressa quanto possível. Lido, e devagar, perde a finalidade.  Além de ajudar a aperfeiçoar a pronúncia das palavras, servem para divertir e provocar disputa entre amigos.


No site http://www.uebersetzung.at/twister/ podemos encontrar exemplos de trava-línguas em mais de 100 línguas diferentes, incluindo o árabe, o zulu e o guarani.

Veja a seguir uma série de trava-línguas e tente pronunciá-los rapidamente:

Num ninho de mafagafos, cinco mafagafinhos há! Quem os desmafagafizá-los, um bom desmafagafizador será.

A Iara agarra e amarra a rara arara de Araraquara.

Em rápido rapto, um rápido rato raptou três ratos sem deixar rastros.

Bagre branco, branco bagre.

O padre pouca capa tem, porque pouca capa compra.

O SABIÁ
Sabia que o sabiá
sabia assobiar? 

PAPA PAPÃO
Se o papa papasse pão. 
Se o papa papasse papa. 
Se o papa papasse tudo, 
Seria um papa papão. 

O RATO
O rato roeu a roupa, 
Do rei de Roma. 
E a rainha, de raiva, 
Roeu o resto 


PALMINHA
Palma, palminha, 
Palminha de Guiné 
Pra quando papai vié,
Mamãe dá a papinha, 
Vovó bate cipó, 
Na bundinha do nenê.

SABER
Sabendo o que sei e sabendo
O que sabes e o que não sabes
E o que não sabemos, ambos saberemos
Se somos sábios, sabidos
Ou simplesmente saberemos
Se somos sabedores.

BÃO BALALÃO
Bão Balalão
Bão, babalão, 
Senhor Capitão, 
Espada na cinta, 
Ginete na mão. 
Em terra de mouro 
Morreu seu irmão,
Cozido e assado 
No seu caldeirão

Ou Bão-balalão! (Variação) 
Senhor capitão! 
Em terras de mouro 
Morreu meu irmão, 
Cozido e assado 
Em um caldeirão; 

Lanço o laço no salão.
O lenço, lanço. A lança, não.

TATU TAUATÓ
Tatu tauató, tatuetê taí.
Tem tanto tatu, não tem 

NÃO CONFUNDA!
Não confunda ornitorrinco
Com otorrinolaringologista, 
Ornitorrinco com ornitologista, 
Ornitologista com otorrinolaringologista, 
Porque ornitorrinco é ornitorrinco, 
Ornitologista, é ornitologista, 
E otorrinolaringologista é otorrinolaringologista. 

O DESENLADRILHADOR
Essa casa está ladrilhada. 
Quem a desladrilhará? 
O desladrilhador que a desladrilhar, 
Bom desladrilhador será! 

O TECELÃO
Tecelão tece o tecido
Em sete sedas de Sião
Tem sido a seda tecida
Na sorte do tecelão 

ATRÁS DA PIA
Atrás da pia tem um prato
Um pinto e um gato
Pinga a pia, apara o prato
Pia o pinto e mia o gato.

SAPO NO SACO
Olha o sapo dentro do saco
O saco com o sapo dentro
O sapo batendo papo 
E o papo soltando vento.

MAFAGAFOS
Um ninho de mafagafa
Com sete mafagafinhos
Quem desmafagaguifá
Bom desmafagaguifador será.

VELHO FÉLIX
Lá vem o velho Félix,
Com um fole velho nas costas,
Tanto fede o velho Félix,
Como o fole do velho Félix fede. 

TEMPO
O tempo perguntou ao tempo,
Quanto tempo o tempo tem,
O tempo respondeu ao tempo,
Que não tinha tempo,
De ver quanto tempo, 
O tempo tem.

SEU TATÁ
O seu Tatá tá?
Não, o seu Tatá não tá,
Mas a mulher do seu Tatá tá.
E quando a mulher do seu Tatá tá,
É a mesma coisa que o seu Tatá tá tá?

A ARANHA E A JARRA
Debaixo da cama tem uma jarra. 
Dentro da jarra tem uma aranha. 
Tanto a aranha arranha a jarra, 
Como a jarra arranha a aranha. 

A LARGATIXA DA TIA
Larga a tia, lagartixa! 
Lagartixa, larga a tia! 
Só no dia em que a sua tia
Chamar a lagartixa de lagartixa. 

CAJU 
O caju do Juca
E a jaca do cajá. 
O jacá da Juju
E o caju do Cacá. 

LUZIA E OS LUSTRES
Luzia listra os
Lustres listrados. 

MALUCA
Tinha tanta tia tantã. 
Tinha tanta anta antiga. 
Tinha tanta anta que era tia. 
Tinha tanta tia que era anta. 

MOLENGA
Maria-mole é molenga. 
Se não é molenga
não é maria-mole. 
É coisa malemolente, 
nem mala, nem mola, 
nem maria, nem mole.

E ainda:

O peito do pé do pai do padre Pedro é preto. 
A babá boba bebeu o leite do bebê. 
O dedo do Dudu é duro
A rua de paralelepípedo é toda paralelepipedada. 
Quem a paca cara compra, cara a paca pagará 
O Papa papa o papo do pato. 
Farofa feita com muita farinha fofa faz uma fofoca feia 
Norma nina o nenê da Neuza 
A chave do chefe Chaves está no chaveiro. 
Sabia que a mãe do sabiá sabia que sabiá sabia assobiar? 
Um limão, dois limões , meio limão . 
É muito socó para um socó só coçar! 
Nunca vi um doce tão doce como este doce de batata-doce! 
O padre pouca capa tem, pouca capa compra. 
Chega de cheiro de cera suja! 
É preto o prato do pato preto 
Bagre branco; branco bagre 
Um tigre, dois tigres, três tigres. 
Três tristes tigres trigo comiam.