quinta-feira, 10 de maio de 2018

A importância do brincar

Por Christiane Angelotti
É no brincar e talvez apenas no brincar que a criança ou o adulto fluem sua liberdade de criação e podem utilizar sua personalidade integral e é somente sendo criativo que o indivíduo descobre o eu” (D. W. Winnicott. O Brincar e a Realidade. 1975)


Brincar é a principal atividade da infância e faz parte de ser criança, é um comportamento espontâneo. Acima de tudo é uma necessidade que a criança tem.
Quando bebê é por meio da brincadeira que se explora o mundo ao seu redor, mundo este que ele passa a reconhecer e assimilar seu funcionamento.
Brincando a criança exercita também aspectos motores e sensoriais, desenvolvendo assim coordenação, noções espaciais e sociais. Todo este processo ajuda ainda o cérebro a desenvolver várias funções como falar e andar.  
Por se tratar de atividade e necessidade de grande importância para o desenvolvimento infantil, a brincadeira é considerada um direito da criança. O direito a brincar está definido no artigo 31 da Convenção dos Direitos da Criança, no Estatuto da Criança e do Adolescente e no Marco Legal da Primeira Infância. Toda criança deve ter tempo livre para brincar garantido pelo Estado.
Brincar para a criança é algo natural que se desenvolve conforme ela cresce. Os tipos de brincadeiras e as formas de brincar se modificam de acordo com a etapa de desenvolvimento que a criança apresenta. E para isso acontecer é necessário que ela tenha a experiência de brincar. 

domingo, 6 de maio de 2018

O Folclore e as tradições populares

Por Christiane Angelotti

“Um homem é invariavelmente a soma de muitos homens que nele vivem.”
(Luis da Câmara Cascudo)

Folclore não se resume a festas típicas, também não se trata de uma data comemorativa marcada no calendário (22 de agosto), muito menos se resume a meia dúzia de lendas de personagens como o Saci-Pererê e a Mula-sem-cabeça.

O folclore é dinâmico, se renova constantemente, fala do passado, mas também do presente.  É o retrato da cultura de um povo e ajuda a contar a sua história.

É chamado de folclore o conjunto de práticas, histórias e tradições que pertence a um determinado povo e foi espalhado oralmente, passando de geração em geração, resistindo ao tempo. É também chamado de cultura popular tradicional.

Em qualquer parte do mundo, de países desenvolvidos a países subdesenvolvidos, todos os povos têm um repertório de práticas populares.

domingo, 18 de março de 2018

Para ver, ler e pesquisar sobre a infância — Dicas # 13

Nesta edição só dicas de downloads de matérias educativas. Vale conferir!

Guia para contação de histórias

Créditos: Fundação Abrinq
As histórias podem nos transportar para mundos onde tudo é possível, e, por meio delas, temos acesso a uma fonte inesgotável de conhecimento. Para motivar e auxiliar nos momentos de contação de histórias, a Fundação Abrinq (https://www.fadc.org.br/) lançou o eBook “Viaje sem sair de casa — Guia para contação de histórias”.

Você pode baixá-lo gratuitamente acessando o link:
http://conteudo.fadc.org.br/ebook-contacao-de-historias

UNESP lança livros de ciências, artes e educação para download gratuito

A Editora UNESP, da Universidade do Estado de São Paulo, disponibilizou 18 livros para download gratuito. Entre os títulos há livros de Artes, Ciência da Informação, Ciências da Motricidade, Ciências Sociais, Comunicação, Educação, Estudos Literários, Geografia, História, Letras, Linguística e Psicologia e resultam da parceria entre a Pró-Reitoria de Pós-Graduação da Universidade e a Fundação Editora da UNESP.


Projeto Guri disponibiliza livros didáticos para download

Educadores podem acessar e baixar gratuitamente os livros didáticos produzidos pelo Projeto Guri, programa mantido pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo que promove educação musical para crianças e adolescentes de 6 a 18 anos.

O material reúne conteúdos abordados no ensino de música nos polos da instituição, incluindo sugestões de atividades e repertório, dicas e curiosidades musicais. É possível acessar tanto a coleção para educadores quanto a voltada aos alunos.

O material está disponível no site: http://www.projetoguri.org.br/livros-didaticos/

Revista Parques Sonoros Musicais

“A música como linguagem precisa ser explorada nas Unidades de Educação Infantil a fim de proporcionar aos bebês e crianças a expressão do seu imaginário e o prazer de descobrir e inventar novos sons. Essas experiências possibilitam que as crianças explorem e vivenciem situações de um processo criativo musical por meio da exploração dos sons do ambiente, pesquisando, criando, imaginando, individualmente ou em grupos, sons e objetos sonoros construídos com diferentes materiais do cotidiano e reciclados.”

A partir das experiências de implantação dos Parques Sonoros Musicais, dos estudos e da formação dos professores da rede municipal de ensino, a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo lançou uma revista eletrônica que traz concepções e propostas de como trabalhar a percepção sonora no cotidiano da educação infantil.

Download disponível em: http://bit.ly/2eIrTey

domingo, 11 de março de 2018

Por que as escolas deveriam levar a música mais a sério

Por Michele Müller

Kate Greenaway: The pied piper of Hamelin
Não demorou muito para que as transformações vindas com o livre acesso à informação fossem ecoadas no sistema educacional, trazendo a necessidade de revermos muitos aspectos dos métodos tradicionais. Neste momento em que o conteúdo tende a ceder importância ao ganho de habilidades mentais, algumas práticas antes deixadas em segundo plano encontram a brecha para ganhar papéis de destaque na educação.

Há muito se fala dos reflexos do ensino da música no aprendizado de outras capacidades, como o raciocínio lógico abstrato. Mas apenas nas últimas décadas, com as facilidades tecnológicas, a neurociência está conseguindo comprovar que o conhecimento musical provoca alterações na estrutura do cérebro que, de fato, trazem ganhos importantes em outras áreas intelectuais.

sábado, 10 de março de 2018

Fake news, questionar é preciso

Por Christiane Angelotti

Fake news: Notícias falsas com alta capacidade de viralização.

Atualmente, as fake news são as grandes vilãs das redes sociais. Muitas pessoas não conseguem identificar informações errôneas, feitas na maioria das vezes de modo proposital com uma finalidade específica (por exemplo, no campo político).

Na minha experiência pessoal, tudo, absolutamente tudo, eu questiono e vou pesquisar. Isso é uma característica muitas vezes boa, mas que já me gerou muito sofrimento, desavenças, porque saio da minha zona de conforto e acabo mexendo com o "conforto" dos outros também. Hoje acho que lido bem com a questão e faço dela um combustível profissional.
Antes de compartilhar algo no WhatsApp ou no Facebook, pesquise sobre os assuntos e veja se aquelas informações são verdadeiras.
Na área da Educação, na qual atuo, as denominadas fake news podem ser trabalhadas para ajudar a desenvolver o senso crítico nos alunos. Vemos uma notícia e nos questionamos, nos perguntamos, identificamos a falta de lógica nela e damos início à pesquisa de forma coletiva. É uma desconstrução do discurso unilateral no qual o professor passa o conteúdo como verdade absoluta. Então, o aluno é instigado a pensar, refletir, decidir e todos aprendem o tempo inteiro. A investigação, a curiosidade e o questionamento são os propulsores fundamentais para a aprendizagem.

As fake news vêm causando grandes danos, contudo, se estimularmos as pessoas a se perguntarem sempre sobre a validade das informações que leem, contribuiremos para uma sociedade mais esclarecida e apta a tomar decisões.