quarta-feira, 20 de junho de 2018

Livro tem idade?

Por Dolores Prades

interesse sobre Livros sem idade tem sido recorrente entre as solicitações de leitores da Revista Emília. A preocupação com as questões em torno das idades no livro para crianças e jovens está no ar, não resta dúvida.

É  natural que, com a intensificação da reflexão sobre o livro infantil e juvenil e sobre todos os temas em torno da formação de leitores, e a busca progressiva pela sua desinstrumentalização, algumas das práticas em uso, alguns rótulos passem finalmente a ser questionados. A mudança de critérios de valoração, do próprio entendimento do significado e abrangência do livro e do que seja esse leitor, implicam e pressionam para uma revisão de velhos procedimentos e praticas. 

quarta-feira, 13 de junho de 2018

A difícil e deliciosa relação de hoje entre pais e filhos


Por Vanessa Ratton

Quando eu fui mãe, aprendi o quanto é difícil exercer o papel. A relação entre pais e filhos tem mudado muito, assim como os valores sociais evoluíram, trazendo coisas boas e ruins. A forma como educamos nossas crianças tem uma importância muito grande no comportamento social de toda uma geração. Cada um de nós é responsável pelo ser humano que gerou e seu comportamento refletirá na sociedade futura. Não é culpa apenas da política, da economia ou da cultura se algo der errado, e principalmente, de nossos pais! É preciso ter diálogo em casa e isso dá um trabalho danado, porque diferente da discussão, que quer impor a sua verdade. O diálogo pressupõe ouvir o outro, se colocar no lugar dele, entender suas necessidades e fazer com que ele lhe ouça também e entenda as suas. E isso não quer dizer que tudo ficará um paraíso.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

As Festas Juninas

Por Christiane Angelotti

Festas juninas é como chamamos no Brasil as festas comemoradas no mês de junho. Elas homenageiam três santos da fé cristã: Santo Antônio (dia 13), São João (dia 24) e São Pedro (dia 29).

A influência da colonização portuguesa na cultura brasileira é provavelmente a razão pela qual comemoramos as datas desses santos católicos. No entanto, a origem das comemorações dessa época do ano é anterior à tradição cristã.

terça-feira, 29 de maio de 2018

Educação infantil em foco — #8

Crie um ambiente alfabetizador também em casa

Apresentação de Christiane Angelotti

Aprender a ler e escrever vai além do letramento realizado pela escola. A criança vive em um mundo letrado, cercada por estímulos que podem, ou não, aguçar sua curiosidade favorecendo seu processo de aprendizagem.

O educador Paulo Freire propunha que a leitura de mundo é um processo muito anterior à leitura escrita, formada por uma infinidade de experiências e vivências socioculturais as quais somos sujeitados e imersos.

Esse aprendizado acontece por meio da observação, escuta, experiências e exploração. É através de trocas e do relacionamento com o outro no meio em que vive que a criança aprende o significado da vida em sociedade, sua cultura e regras. É por esta razão que educadores dizem que o mundo inteiro é uma sala de aula.

Segundo Ana Teberosky, psicóloga e psicopedagoga, especialista em Psicologia da Educação, o ambiente alfabetizador é aquele em que há uma cultura letrada, com livros, textos digitais ou em papel, um mundo de escritos que circulam socialmente. A comunidade que usa a todo momento esses escritos, que faz circular ideias que eles contêm, é chamada comunidade alfabetizadora.

Dando continuidade à sua coluna em nosso site, Lauri Cericato compartilha dicas práticas e simples para que você possa propiciar um ambiente alfabetizador também em casa.

Por Lauri Cericato
Educador, consultor, palestrante e diretor editorial

21. Espalhe livros, revistas e jornais pela casa. Compre almanaques que tenham caça-palavras e palavras cruzadas.

22. Coloque um quadro de recados em casa e anote mensagens nele.

23. Mantenha lápis, giz de cera e papel pela casa. Estimule o uso.

24. Peça ajuda à criança para fazer a lista do supermercado e para escrever a amigos e parentes.

25. Monte uma biblioteca em casa. Não selecione apenas livros com pouco texto.

26. Dê o exemplo. A premissa básica de uma família alfabetizadora é dar o exemplo. Não faz sentido os pais esperarem que seu filho tenha interesse pela leitura se eles mesmos não tiverem.

27. Sempre que ler algo interessante em um livro ou uma revista, compartilhe com seu filho e convide-o a ler junto.

28. Comente com seu filho sobre o livro que você está lendo. Use a linguagem que ele possa entender.

29. Crie atividades alfabetizadoras. Quando escrever cartas, e-mails e bilhetes peçam para ele ajudar.

30. Procure mostrar ao seu filho exemplos de como a leitura e a escrita são importantes para a vida.

31. Estimule seu filho a ler tudo o que for escrito: rótulos, embalagens, cartazes,placa de carro, outdoors, letreiros etc.

32. Frequentem livrarias próximas de sua casa.

33. Ofereça livros e histórias. Dê livros ou revistas simples para que ele comece a ver e a ler sozinho (no começo, prefira os de letra de forma).

34. Deixe os livros à mão para ele folhear e inventar histórias quando quiser.

Se tiver dúvidas, mande suas perguntas para o email: paraeducar.contato@gmail.com.

Lauri Cericato
Pai, educador, editor, consultor e palestrante na área de Educação.
Filósofo, Historiador e Pedagogo.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

A importância do brincar

Por Christiane Angelotti
É no brincar e talvez apenas no brincar que a criança ou o adulto fluem sua liberdade de criação e podem utilizar sua personalidade integral e é somente sendo criativo que o indivíduo descobre o eu” (D. W. Winnicott. O Brincar e a Realidade. 1975)


Brincar é a principal atividade da infância e faz parte de ser criança, é um comportamento espontâneo. Acima de tudo é uma necessidade que a criança tem.
Quando bebê é por meio da brincadeira que se explora o mundo ao seu redor, mundo este que ele passa a reconhecer e assimilar seu funcionamento.
Brincando a criança exercita também aspectos motores e sensoriais, desenvolvendo assim coordenação, noções espaciais e sociais. Todo este processo ajuda ainda o cérebro a desenvolver várias funções como falar e andar.  
Por se tratar de atividade e necessidade de grande importância para o desenvolvimento infantil, a brincadeira é considerada um direito da criança. O direito a brincar está definido no artigo 31 da Convenção dos Direitos da Criança, no Estatuto da Criança e do Adolescente e no Marco Legal da Primeira Infância. Toda criança deve ter tempo livre para brincar garantido pelo Estado.
Brincar para a criança é algo natural que se desenvolve conforme ela cresce. Os tipos de brincadeiras e as formas de brincar se modificam de acordo com a etapa de desenvolvimento que a criança apresenta. E para isso acontecer é necessário que ela tenha a experiência de brincar.